É comum em toda cidade, vila, bairro ter aquela padaria, a padaria com o pão especial, crocante, saboroso e quente. Muitos podem até se perguntar “Qual o segredo deste pão?”, mas nunca “quem é o padeiro?”.

Este costume é de agora, graças a vigilância sanitária as salas de panificação devem ser isoladas do ambiente externo, com a finalidade de oferecer o produto com qualidade livre de insetos passeando pelo local ou mesmo ratos. Anteriormente podíamos chamar o padeiro pelo nome, “Seu Joaquim, Seu José, Seu Lucas, cadê o pão?” e claro era um ambiente agradável para todos.
Mas nesta padaria limpa e isolada de ratos e insetos, com pão especial, crocante, saboroso e quente, o pão atrasou. “A máquina deve ter quebrado” ou “xiiii hoje não teremos pão?”. Era o que os clientes conversavam entre si, mas na verdade naquela madrugada o padeiro veio a falecer.

Trabalhou durante anos de sua vida e nem se quer seu nome foi citado, trabalhou anos de sua vida dedicando seu tempo no estudo de como melhorar aquilo que já dominava.
Mas seu nome não foi citado.
Chegou a falecer e na semana após substituído por outro padeiro que não terá seu nome citado.
Ele pode oferecer até um pão mais quente e mais crocante, porém pequeno, não tão especial assim e com gosto de fermento.

Com esta história só penso em uma coisa: todos querem saber “O que é design?”, mas alguém sabe “Quem é o designer?”.

“Sou Alexandre Severo, e não tenho meu nome citado rsrsrs”

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