Não sou lá o mestre de filosofia ou leitor fanático de filósofos famosos.
Nunca li nada de Flusser ou Jung, muito menos Platão ou Aristóteles.

Mas então como posso falar de filosofia?

Filosofia por definição é o estudo relações do homem com o universo.
De forma geral é o exercício da sabedoria, aqueles que “pensam logo existem” é uma prática interessante pois começa-se a questionar “como existo?”, “Por que?”, alguns muito espertos dizem que a filosofia não se liga a nada nesta terra, então as ciências evoluíram no susto?

E no design como se aplica?
É muito comum hoje em dia termos designers que não entendem simples coisas como conceito, a realação do ser com o fazer.
Tratarei do ser e fazer em outro post dedicado.

Tratando de forma geral, muitos designers batem de frente com filosofia achando que é desnecessário, assim como teoria, querem apenas a prática do design, no caso o ferramental.
Esta briga vai tão longe a ponto de mudarem a carga teórica de um curso para satisfazer a necessidade ferramental, deixando de lado o conhecimento necessário sobre eventos importantes e por que se tornaram importantes na história do design.
Ouvir falar sobre Bauhaus é diferente de estudar e se sentir no local, nas aulas, entender o processo, e como evoluiu tanto.

Nós designers devemos entender os processos, o valor histórico, junto a isso o conceito, logo devemos entender de filosofia. Não digo que devem se prender a filósofos como se estes fossem donos da verdade. Este seguem uma linha de pensamento que vai se expandindo até o momento que podem falar que tem uma teoria.

Eu mesmo não sou nada e tenho uma teoria um tanto contestada mas faz parte, 2 livros de design parados por conta do auto-contestamento, assim eu mesmo posso me questionar sobre minhas teorias sempre reavaliá-las e seguir uma nova linha, podendo voltar a qualquer instante para o caminho anterior e ver até onde iria.

Soluções simples vem de ideias complexas em sua maioria, assim como Picasso demorou uma vida para desenhar como criança, devemos tomar os passos corretos e sempre contestar a nós mesmo, questionar nas teorias que já existem por aí. A evolução é constante, só de se perguntar o porque das laranjas terem esse nome já se formam teorias pequenas sobre sua criação já uma pequena fagulha, se souber aproveitar as redes sociais, bibliotecas e comunidades diversas, poderá procurar biólogos e suas teses.

A grande falha do designer é não questionar o que faz e como chegou ali, alguns realizam a tal da engenharia reversa onde descobrem os caminhos do final do projeto para o princípio, é como ver o projeto pronto em sua mente e depois tentar reproduzir com todos os detalhes.
Se pensamos logo existimos, pensamos logo podemos fazer também.

Em breve mais posts dedicados. Não deixem de comentar, é muito importante para nossa equipe saber como estamos indo, o que precisamos melhorar. 🙂

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