Algumas idéias perdidas com tanta facilidade poderiam ser geniais, mas justamente aquelas no qual sei que não darão certo tendem a vincar em minha mente.
Sou da geração “tem mas acabou”,  muito complexo qualquer coisa que me surja como novo, odeio novidade, mas sem novidade não sobrevivemos.
Questionamos a falta de novidades, e quando elas surgem corremos infinitamente para o nosso quartinho escuro chamado Zona de conforto onde choramos em posição fetal.

Será que nós designers, comunicadores e curiosos estamos realmente aptos a fazer algo novo, criar um hábito em daquilo que não estamos tão acostumados, logo desconfortáveis a fazer?
Buscar o novo sem sair da casca é impossível, mesmo com a frase “A liberdade é o exercício da limitação” vejo que para sermos libertos dentro de condições diversas ainda temos que sair da casca. Afinal dentro dela temos somente aquilo que acreditamos e não aquilo que podemos aprender e acreditar.

Um pouco confuso o pensamento sobre liberdade, mas o ovo é uma base interessante para um estudo aprofundado filosófico. O pensamento abstrato normalmente não é aceito pelos jovens, alguns “adultos” ainda preferem não acreditar em suposições ou metáforas, mas acreditam em uma máquina que em menos de 1 segundo gerou uma partícula chamada Bóson de Higgs. Ok, cada um com sua crença. (pedras vindo em minha direção em 3… 2… 1…)

Voltando ao tempo perdido, muitas vezes sinto como se não estivesse preparado para a ideia que falece logo na sequência sem que eu possa ao menos anotar num papel de pão.
Acho que fui muito além no texto, mas sei lá, será que foi um tempo perdido ler essas colocações abstratas? Será que ainda mais escrevendo elas? Talvez o saindo do ovo percebamos que estamos dentro de um ovo maior, mas daí é entramos em um novo capítulo na vida.

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